Arte e Natureza no espaço urbano

Arte e Natureza no espaço urbano

sexta-feira, 28 de março de 2014

28 de março, Dia Nacional dos Centros Históricos

Celebra-se hoje - dia 28 de março - (e desde 1993) o Dia Nacional dos Centros Históricos.
Esta data evoca o nascimento de Alexandre Herculano (Lisboa, 1810 - Santarém, 1877), patrono da efeméride: escritor, historiador, jornalista, poeta e, muito especialmente, um defensor assumido e convicto do património histórico e edificado português.
Este dia deve levar-nos a refletir, muito particularmente, sobre as questões afetas às diversas intervenções projetadas e/ou concretizadas no âmbito da recuperação imobiliária, da dinamização cultural, do desenvolvimento social ou, numa perspetiva mais abrangente, sobre a necessária revitalização dos Centros Históricos dos municípios portugueses.
Assim, hoje e sempre, visitem-se os monumentos aí existentes, percorram-se as ruas mais antigas e emblemáticas das diferentes localidades e desfrute-se das atividades de "descoberta" do Património que são propostas por diversas entidades (públicas e privadas).
..."Sinta-se a História", patente em cada pedra secular, sabiamente talhada pelo saber fazer da mão humana.
Símbolo identificativo do "Património Mundial", exibido nos locais / áreas classificadas como tal pela UNESCO.
 Foto obtida no Centro Histórico do Porto (no pavimento do Terreiro da Sé).

sábado, 8 de março de 2014

Símbolos de Portugal...em saquetas de açucar

Há muitos meses que venho comentando, "aqui e acolá", "com uns e com outros", o bom gosto evidenciado e, sobretudo, o interessantíssimo contributo prestado à causa da divulgação do Património, por parte da empresa RAR Açucar.
Com efeito, durante o ano de 2013, nas várias "pausas para café" que vínhamos fazendo ao longo do dia, íamos sendo agradavelmente surpreendidos, em diferentes espaços comerciais do ramo da restauração, com a disponibilização de saquetas de açucar, produzidas pela RAR, contendo informação impressa (imagem e texto) referente àqueles que poderão ser rotulados como efetivos símbolos de Portugal, porquanto verdadeiros ícones do nosso país, sejam eles para se visitar, apreciar, experimentar, adquirir ou consumir (ou, mais objetivamente, saborear e "chorar por mais"...).
No sítio da internet da marca em causa, são apresentadas as razões que levaram a empresa a levar a cabo esta missão pertinente: prestar uma homenagem "à cultura e tradição nacional, passando em revista os mais conhecidos ícones, costumes e lendas nacionais...". Ainda segundo a empresa, esta edição especial de saquetas de açucar proporcionará "uma rápida e doce viagem no tempo, um regresso às origens, às festas populares, à família, à tradição e até à infância. Dos azulejos à filigrana, passando pelos coretos, pelo Galo de Barcelos e até mesmo pelo Zé Povinho, está quase tudo aqui.".
...Concordo, felicito a empresa pela iniciativa e deixo o apelo a que "outros" também procurem fazer algo mais pela divulgação daquilo que de melhor temos por cá.
Pela minha parte, prefiro e consumo, sempre que possível, produtos nacionais.

Deixo aqui algumas imagens da coleção de 30 saquetas dos Símbolos de Portugal.
E, já agora, estejamos atentos ao lançamento de iniciativas afins.
A coleção completa dos "Símbolos de Portugal" - 30 saquetas, 30 imagens, 30 textos
Dois exemplos de saquetas: Vinho do Porto e Espigueiro.
Aqui destacadas, porque a minha terra natal e o Minho "me dizem muito"...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A propósito d' Os Homens dos Monumentos

A indústria cinematográfica tem a capacidade de surpreender, recorrentemente, quer os cinéfilos mais convictos e exigentes, quer o espectador ocasional de uma qualquer produção da 7.ª arte. Por motivos vários, integro-me (mais) neste segundo tipo de apreciadores de cinema.
Não posso deixar de registar - ou, mais expressivamente, congratular-me - com a apresentação recente, nas salas de cinema mundiais, de um filme bem conseguido, fazendo jus a uma peculiar brigada militar, surgida durante a Segunda Guerra Mundial, composta por uma escassa "meia dúzia" de homens, com o objetivo primordial de reaver as obras de arte que haviam sido saqueadas pelos nazis durante os anos da guerra e, subsequentemente, devolvê-las aos respetivos donos. E esta seria, pois, na essência, a sua nobre e oportuna missão.
Nobre, porquanto pretendia salvaguardar alguns dos mais representativos tesouros artísticos da Humanidade; oportuna, porque o seu êxito dependia, em grande parte - como se compreenderá - da rapidez com que a mesma fosse concretizada, considerando-se os  riscos efetivos de perda do paradeiro das várias obras de arte roubadas (por "encomenda" de Hitler) e/ou a sua destruição efetiva, se não se atuasse, "no terreno", no mais curto espaço de tempo.
Seguramente que, em muitos outros contextos e teatros de guerra, terá feito falta a criação de unidades militares como esta - a evocada no filme - assumidamente imbuídas de preocupações culturais, designadamente, de natureza patrimonial.
Regista-se, todavia, a exiguidade dos meios afetos a missão em causa.
Por outro lado, no entanto, fica bem patente a convicção e o empenho dos protagonistas, em concluir com sucesso a tarefa de que foram incumbidos. Custe o que custar...
Sim, porque as batalhas da preservação do Património, por vezes, são travadas sem "armas" suficientes, como todos sabemos...

Aqui fica, pois, o trailer do filme que recomendo: "The Monuments Men". Num cinema à sua espera.


Em alternativa, o respetivo link.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Divagações sobre um caramanchão...

Um caramanchão constitui uma elemento arquitetónico peculiar, simples na sua conceção e outrora relativamente comum em determinados espaços ao ar livre - quer públicos, quer privados - tendo tanto de decorativo, quanto de funcional (se é que se lhe pode atribuir especial serventia...). Podendo revestir-se de vegetação diversa - com predomínio para determinadas espécies arbustivas e trepadeiras - são (eram...) construídos ora em pedra, ora em ferro, cimento ou madeira. Servem (serviam...) para proporcionar um local aprazível para recreação, descanso, abrigo ou encontro(s)...
Os "ditames do progresso" levaram a que tais elementos, próprios de outros tempos - esses sim, plenos de romantismo e, seguramente, marcados por outros ritmos e quotidianos bem mais salutares - fossem gradualmente banidos das nossas paisagens. Restarão uns quantos (?) exemplares bastante dispersos, ora mais escondidos, ora mais maltratados.
As imagens aqui apresentadas expõem um interessante caramanchão - pouco utilizado, como quase todos - existente na antiga Quinta de Cima (lugar da Igreja Velha, S. Mamede de Infesta), posteriormente conhecida por Quinta de Honório de Lima, já que o seu mais afamado proprietário foi Eduardo Honório de Lima (1856-1939), figura prestigiada da cidade do Porto, comerciante e industrial proeminente e apreciador das artes e do bel canto.
Neste espaço se viria a instalar posteriormente o Parque Urbano de S. Mamede de Infesta e, ainda, um complexo de piscinas municipais.
E o caramanchão "lá está", no extremo do seu parque de estacionamento automóvel e atrás de um extenso conjunto de painéis solares fotovoltaicos.
Perspetiva geral do caramanchão, com estrutura em cimento armado, assente numa base hexagonal de pedra e cimento. 
Pormenor da base do caramanchão e do pequeno "trilho" que o circunda, de inclinação suave, permitindo aceder ao seu interior. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A casa nobre da Rua de Sobreiras (Porto)

A Rua de Sobreiras, no Porto, acompanha - ao longo de aproximadamente 700 m - a margem direita do troço final do rio Douro, até um pouco antes da sua foz. Um interessante imóvel aí existente (localizado no limite oeste da atual União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos), concebido e outrora utilizado como habitação unifamiliar, arquitetonicamente relevante, viria a ser "completamente restaurado" (conforme publicitado no sítio da Internet, da sua atual entidade proprietária) há pouco mais de três anos e, dessa forma, adaptado à sua nova valência: um espaço requintado, destinado, fundamentalmente, à prestação de serviços na área da saúde e da estética.
No seu piso térreo funciona, também, um restaurante, "cujo espaço interior respira um ambiente cosy, relaxante e intimista" (cf. sítio da Internet acima referido).
A casa, setecentista, tem (em rigor, tinha...) uma capela anexa. E eu tenho para mim que essa, sim, deveria ser bastante "cosy, relaxante e intimista". Como quase todas, aliás.
Poderá consolar-nos (...) o facto do edifício não ter desaparecido, como tantos outros.
Perspetiva geral da fachada do edifício
Fachada da (antiga) capela anexa à casa

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sobre o Bairro Municipal de Viseu e outros conjuntos habitacionais afins

Nos últimos dias, a comunicação social tem "feito eco" da decisão tomada pelo atual executivo da Câmara Municipal de Viseu, de anular uma decisão anterior (da responsabilidade do executivo que lhe antecedera, bem entendido), que determinava a demolição de um conjunto habitacional - atualmente designado por Bairro Municipal de Viseu - erguido em 1948 e disponibilizando, então, 104 moradias térreas, geminadas, construídas em banda e dispondo cada uma delas de um pequeno jardim na parte da frente. Sendo relativamente pequenas - é certo - tais moradias não deixam de proporcionar resposta satisfatória às exigências habitacionais de pessoas que vivam sozinhas ou de agregados familiares de dimensão reduzida (tão comuns, aliás, por motivos vários, nos tempos que correm...).
A preservação e a (agora) preconizada reabilitação / requalificação deste conjunto habitacional, parece-me uma decisão sensata e inteligente, socialmente ponderada, assumida e corajosamente contrária à opção (relativamente comum, como sabemos...) pela construção de modernos empreendimentos imobiliários / residenciais e, sobretudo, viabilizadora da manutenção - quanto mais não fosse, para memória futura - de um interessante legado histórico-patrimonial, exemplificativo de um tipo arquitetura portuguesa, característico de meados do século XX.
Tal como se verificou nesta situação - concretizando-se a defesa de valores de natureza patrimonial - algo idêntico se justificaria que acontecesse (noutros municípios do país) relativamente a outros conjuntos habitacionais de tipologia similar, de iniciativa pública (a maioria deles surgidos durante o Estado Novo). Será o caso dos vários Agrupamentos de Moradias Económicas, das Casas para Pescadores, das Casas para Militares ou, até, das Casas para Funcionários Públicos, entre outros exemplos de conjuntos habitacionais erguidos no âmbito da implementação de programas de habitação social outrora levados a efeito pela Administração Central do Estado e/ou pelos Municípios, obedecendo, cada um deles, a critérios específicos de financiamento, ocupação ou, ainda, qualidade construtiva.
Recorde-se, neste contexto, o determinado pelo art.º 14.º da Constituição (Política da República Portuguesa) de 1933: "Em ordem à defesa da família, pertence ao Estado e às autarquias locais: favorecer a constituição de lares independentes e em condições de salubridade(...)". Outros tempos ?...

Perspetiva da fachada de uma das moradias unifamiliares do Bairro Municipal de Viseu.
Imagem retirada de www.facebook.com/MovimentoOBairro

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Respeite-se a proibição...em Vassal, Valpaços


O aviso - documentado na fotografia apresentada - não poderá deixar de nos surpreender. Está patente na entrada do cemitério paroquial de Vassal, anexo à igreja local, no concelho de Valpaços. Para que ninguém prevarique... E mais não digo, face à temática religiosa que se associa a este registo e aos bons ofícios da (zelosa) Junta de Freguesia.