Arte e Natureza no espaço urbano

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ruralidade I

O país real proporciona-nos, não raras vezes, algumas imagens merecedoras de registo e comentário. Nas minhas andanças pelo Alto Minho, não resisti a registar (para memória futura) algumas situações, no mínimo "interessantes", na minha perspetiva. 
Aqui ficam...

Entroncamento. Ou encruzilhada, se preferirmos. Parar é mais seguro, não vá passar algum "maluco ao volante", a alta velocidade. Também podemos parar para refletir sobre a nossa vida e sobre a nossa fé, focados no cruzeiro que se destaca no local. E, já agora, vende-se o quê? Espero que não seja o cruzeiro...

"Diz" a placa, já muito estragada: "Obras são marcas que ficam". Ainda bem que (pelo menos, para já) as obras não aconteceram naquele local. Não fossem desaparecer os campos de cultivo, as vinhas, os castanheiros...

Um retrato comum no país real que é o país rural: a idosa, evidenciando o peso dos anos e/ou a saúde possível, caminhando sozinha e devagar, estrada fora, talvez para casa, talvez até à capela, talvez até uma sombra, apenas.

Uma motorizada - em tempos, seguramente, "rainha do asfalto" - descansa à porta de casa, tal como o dono, no seu interior. Voltarão à atividade depois do almoço, creio. 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Um texto simples e exemplar, para refletir, numa cooperativa agrícola

Há poucos dias fui surpreendido, na Cooperativa Agrícola da Maia.
Com efeito, logo à entrada das suas instalações - um moderno pavilhão, afeto à armazenagem e venda de produtos e materiais diversos destinados, sobretudo, ao setor agropecuário - uma placa evocativa da sua inauguração leva-nos refletir sobre aquilo que sente (e manifesta publicamente) a comunidade produtora do concelho da Maia: orgulho nas suas raízes e tradições rurais, a par da valorização do esforço coletivo, entendido como essencial à transformação dos sonhos em realidade.
Uma verdadeira lição de vida.
Placa evocativa da inauguração das instalações da Cooperativa Agrícola da Maia, em 20.09.09. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Divagações sobre um caramanchão...

Um caramanchão constitui uma elemento arquitetónico peculiar, simples na sua conceção e outrora relativamente comum em determinados espaços ao ar livre - quer públicos, quer privados - tendo tanto de decorativo, quanto de funcional (se é que se lhe pode atribuir especial serventia...). Podendo revestir-se de vegetação diversa - com predomínio para determinadas espécies arbustivas e trepadeiras - são (eram...) construídos ora em pedra, ora em ferro, cimento ou madeira. Servem (serviam...) para proporcionar um local aprazível para recreação, descanso, abrigo ou encontro(s)...
Os "ditames do progresso" levaram a que tais elementos, próprios de outros tempos - esses sim, plenos de romantismo e, seguramente, marcados por outros ritmos e quotidianos bem mais salutares - fossem gradualmente banidos das nossas paisagens. Restarão uns quantos (?) exemplares bastante dispersos, ora mais escondidos, ora mais maltratados.
As imagens aqui apresentadas expõem um interessante caramanchão - pouco utilizado, como quase todos - existente na antiga Quinta de Cima (lugar da Igreja Velha, S. Mamede de Infesta), posteriormente conhecida por Quinta de Honório de Lima, já que o seu mais afamado proprietário foi Eduardo Honório de Lima (1856-1939), figura prestigiada da cidade do Porto, comerciante e industrial proeminente e apreciador das artes e do bel canto.
Neste espaço se viria a instalar posteriormente o Parque Urbano de S. Mamede de Infesta e, ainda, um complexo de piscinas municipais.
E o caramanchão "lá está", no extremo do seu parque de estacionamento automóvel e atrás de um extenso conjunto de painéis solares fotovoltaicos.
Perspetiva geral do caramanchão, com estrutura em cimento armado, assente numa base hexagonal de pedra e cimento. 
Pormenor da base do caramanchão e do pequeno "trilho" que o circunda, de inclinação suave, permitindo aceder ao seu interior. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Respeite-se a proibição...em Vassal, Valpaços


O aviso - documentado na fotografia apresentada - não poderá deixar de nos surpreender. Está patente na entrada do cemitério paroquial de Vassal, anexo à igreja local, no concelho de Valpaços. Para que ninguém prevarique... E mais não digo, face à temática religiosa que se associa a este registo e aos bons ofícios da (zelosa) Junta de Freguesia.